| Introdução |
O pinheiro bravo no arco atlântico: um recurso comum
A Aquitânia, a Galiza e o Norte e Centro de Portugal são regiões que reúnem conjuntamente cerca de 7 milhões de hectares de superfície de carácter florestal (aproximadamente 45% do seu território). Nesta destacada área florestal, a presença de pinheiro bravo assume um claro protagonismo ao constituir o principal recurso que abastece a importante indústria de madeira existente nesta zona. Esta influência estendesse também a outras zonas atlânticas, como as ilhas britânicas ou o norte de Espanha, que consomem significativas quantidades de madeira em toro ou produtos de transformação do pinheiro bravo. No caso de Portugal, o pinheiro bravo ocupa 29% da superfície florestal total, com um total de 976.000 ha. As suas massas florestais estão principalmente localizadas nas regiões Centro, Norte e Lisboa e Vale do Tejo (57%, 37% e 22% da superfície florestal, respectivamente). Na Galiza, existem 383.632 ha de massas florestais puras de pinho marítimo. Acrescente-se que se encontra presente em outras massas florestais misturadas com espécies como o eucalipto e outras folhosas. Considerando a superfície florestal ocupada por povoamentos mistos, nas quais o pinho tem um papel dominante, atinge-se um valor total de 467.351 hectares, o que correspone a 23% de toda a superfície florestal. A distribuição desta espécie na Galiza é relativamente homogénea As superfícies ocupadas em cada província situam-se entre os 94.041 ha em Pontevedra, e os 151.336 ha situadas em Ourense. Importância económica da transformação industrial do pinheiro bravoO pinheiro bravo é uma espécie fundamental para o abastecimento da importante indústria de transformação de madeira radicada na Aquitânia, em Portugal e na Galiza. A produção industrial anual de madeira de pinho marítimo em toro está estimada em cerca de 14,6 milhões de m3. Como referência, cabe destacar que este valor representa uma quantidade próxima à produção total de madeira em toro gerada em Espanha anualmente. A contribuição da indústria florestal para a economia da área geográfica considerada corresponde aos valores que constam da tabela seguinte. Estes valores põem em evidência a importância que revela a actividade florestal e a indústria de transformação de madeira, tanto na Aquitânia, como na Galiza e Portugal. Configuração da propriedade florestalA maior parte da propriedade florestal em Portugal e na Galiza encontra-se nas mãos de proprietários privados, que possuem parcelas de muito pequena dimensão. No caso de Portugal, 92,3% da superfície florestal é de propriedade privada. Somente cerca de 7% é de propriedade comunitária (normalmente em zonas de montanha ou próximas de dunas nas zonas litorais) ou estatal (0,7%). Apenas 1,1 % das explorações possuem mais de 100 hectares, sendo a superfície mais habitual inferior a 3 hectares (84,5% do total). Na Galiza, o regime de propriedade predominante é o da propriedade privada (68%), seguido pelas matas municipais de propriedade comum (30%). A fracção restante está composta por matas públicas catalogadas de utilidade pública (1%) e matas públicas não catalogadas de utilidade pública (1%). No total, estima-se que existam 673.000 proprietários de matas que possuem uma superfície média de 1,5 a 2 hectares, divididas normalmente em varias parcelas. Também é de realçar a presença de 2 700 comunidades de matas com uma superfície florestal média com um pouco mais de 200 hectares. |
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