| A indústria de transformação |
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A primeira transformação do pinheiro bravo baseia-se fundamentalmente na produção de madeira serrada (com um consumo próximo dos 10 milhões de metros cúbicos de madeira em toro com casca), assim como na indústria de trituração (painéis e pasta de celulose). A indústria de serraçãoA indústria de serração é uma actividade económica muito importante na transformação do pinheiro bravo, não só pelo seu elevado nível de consumo de matéria-prima (67% do total) mas também pela sua incidência como fonte de abastecimento de produtos e subprodutos destinados a outros subsectores (2ª transformação, painéis, etc.). Actualmente trata-se de um sector que vem sofrendo uma importante reconversão marcadapor uma paulatina redução do número de empresas. De seguida apresentam-se dados sobre a evolução e características deste sector na Aquitânia, em Portugal e na Galiza. Em especial na Aquitânia, a indústria de serração tem uma forte dependência do consumo de madeira de pinheiro bravo (93% do abastecimento total). Em Portugal, ainda que em menor proporção, a indústria de serração também se baseia principalmente no consumo desta espécie, tanto de procedência nacional (75% do total) como de importação (1,2%). O resto do consumo corresponde a outras folhosas (9,1%), madeira tropical (8%), outras resinosas (3,1%) e eucalipto (3,4%). No caso da Galiza, se bem que a proporção de consumo é menor (63%), a madeira de pinho marítimo continua sendo a principal matéria-prima utilizada. O resto do abastecimento completa-se com eucalipto (8%), outras folhosas (10%) e outras resinosas (19%), entre as quais se destaca o pinho radiata. Actualmente estima-se que existam aproximadamente 1.000 empresas de serração repartidas entre a Galiza (37%), Portugal (35%) e a Aquitânia (28%). Nos últimos anos verificou-se uma drástica redução do número de serrações. Previsivelmente, esta tendência continuará no futuro próximo até se atingir uma situação de equilíbrio, na qual a estrutura empresarial e a capacidade produtiva média das fábricas estejam adaptadas à disponibilidade de matéria-prima e às condições de um mercado globalizado. A seguinte figura oferece uma referência sobre a distribuição actual do número de empresas em função da sua capacidade de produção anual. No caso da Aquitânia, a reestruturação do sector trouxe consigo o desenvolvimento de um grupo de empresas de grande dimensão (25 serrações representam 60% da produção) que incorporam os últimos avanços técnicos em serração e secagem. Desta forma, foi possível melhorar a qualidade dos produtos e, sobretudo, aumentar a produtividade para reduzir os custos variáveis. Apesar de tudo, desde o ano 2000, constatou-se uma diminuição de aproximadamente 20% do volume deprodução anual, até se estabilizar em torno aos 1,5 milhões de metros cúbicos. Analogamente, em Portugal, a diminuição das unidades de serração está intimamente relacionada com a pressão da competição, resultante da evolução tecnológica, e a necessidade de desenvolver processos de 2ª transformação (secagem de madeira, fabrico de paletes, produção de produtos encolados). Desta forma, produziram-se significativos avanços que propiciaram a evolução da produtividade média da indústria de serração de pinho marítimo desde 68 m3/homem/ano em 1975, até 450 m3/homem/ano 20 anos depois. Contudo, existe um elevado número de empresas tradicionais que carecem dos meios técnicos que permitiriam melhorar a sua competitividade. Na Galiza, se bem que se tenha produzido uma melhoria da capacidade produtiva, exceptuando em casos muito concretos, não se têm realizado grandes investimentos em unidades de serração. De acordo com os dados disponíveis, existem umas 19 empresas que transformam mais de 20.000 m3 de madeira em toro de pinho (com casca). O consumo deste grupo equivale a cerca de 37% do total. Também cabe destacar a existência de 38 empresas de tamanho intermédio que consomem entre 10.000 a 20.000 m3 c.c. (24% do consumo). A fracção restante (claramente maioritária em número) corresponde a pequenas instalações, geralmente de carácter familiar, que possuem uma reduzida capacidade produtiva. ProdutosOutro aspecto de grande interesse é dado pela configuração da oferta de produtos desenvolvidos a partir da madeira de pinheiro bravo. Neste sentido, as diferenças são muito notáveis, destacando-se a importância do sector de mobiliário e carpintaria em Portugal e a fabricação de produtos aplainados na Aquitânia. No caso da Galiza, a maior parte da produção corresponde a tábua e prancha para construção e carpintaria, assim como madeira destinada à fabricação de palete, embalagem e caixas para produtos alimentares. A tábua e prancha para construção e carpintaria utilizam-se principalmente na construção, aplicando-se em trabalhos auxiliares como a cofragem, andaimes e vedações. As melhores qualidades destinam-se à carpintaria e ao mobiliário. No caso de Portugal, cabe sobretudo destacar a importante quantidade de madeira (22%) utilizada em aplicações de elevado valor acrescentado como a carpintaria e mobiliário. Quantitativamente a produção de paletes e embalagens de madeira, juntamente com as aplicações de construção civil (cofragens, etc.), constituem os principais destinos da madeira serrada de pinho marítimo. Também é significativa a quantidade de madeira destinada à fabricação de postes, varas e vedações. Dos 1.757 mil m3 de madeira serrada produzida na Aquitânia (2001), somente se comercializam 58%. A fracção restante (42%) corresponde à madeira que as próprias serrações transformam para realizar outros produtos como paletes, pavimento ou frisos. Entre a gama de produtos fabricados cabe destacar a importante proporção de madeira empregada em pavimentos, frisos e outros produtos aplainados (31%). Cerca de 12% da produção é para exportação. Nos últimos anos, aumentou na Aquitânia de modo significativo a quota de fabricação de caixas e embalagens (paletes especialmente), passando de 38,9% a 48% entre 1993 e 2001. O mercado dos produtos aplainados tende a manter-se estável em torno dos 30%, após a descida experimentada entre 1993 e 1997. Indústria de trituraçãoA indústria de fabricação de painéis situada na Aquitânia, na Galiza e em Portugal está constituída por 26 empresas que, em conjunto, facturam anualmente mais de 1.000 milhões de euros proporcionado emprego directo a umas 6.000 pessoas. Só na Galiza, estima-se que o emprego indirecto vinculado a este sector pode atingir um valor de 13.500 pessoas. Se bem que, especialmente a partir dos anos 90, se tenha começado a verificar um impulso significativo no consumo de espécies alternativas (especialmente eucalipto na Galiza e em Portugal), a matéria-prima fundamental continua a ser a madeira de pinheiro bravo. Actualmente, é de destacar que existe uma marcada tendência para o uso de madeira reciclada (proveniente de produtos como caixas e embalagens no final do seu ciclo de vida) em substituição da madeira em toro utilizada tradicionalmente. Este tipo de indústria começou a desenvolver-se nos finais dos anos 50 e princípios dos 60 com a instalação das primeiras linhas de painel aglomerado e painel de fibras duro. Na década de 70, iniciou-se uma forte expansão da actividade que continuou nos 80, com a instalação das primeiras linhas de painel de densidade média. Actualmente este é um sector industrial que, em termos gerais, graças aos fortes investimentos realizadas nos últimos anos, tem conseguido manter os níveis de eficiência requeridos por um mercado altamente competitivo, que impõe uma necessidade de inovação constante no desenvolvimento de novos produtos, na redução de custos e melhoria na eficiência dos processos. A gama de produtos fabricados inclui o painel aglomerado, o painel MDF, o painel de fibras duro e o painel contraplacado. Na actualidade existe uma tendência para a integração vertical de processos de transformação como o revestimento com melamina, os folheados ou a fabricação de produtos derivados como solos laminados ou os postformados. No que respeita à produção de pasta de papel, cabe referir a existência de 3 fábricas na Aquitânia. Na Galiza e em Portugal, a utilização de madeira de pinho bravo foi paulatinamente substituída pelo eucalipto a partir dos anos 70. Na Galiza a produção de painel representa aproximadamente 60% da fabricação total de Espanha. Desde a sua origem, esta indústria tem baseado o seu crescimento no consumo de madeira de pinho marítimo procedente das matas galegas. Não obstante, o incremento do consumo tem chegado a superar a oferta, pelo que foi necessário recorrer à importação de madeira de resinosas. Assim, por exemplo, em 1999 foi preciso importar 0,5 milhões de m3 de madeira de resinosas para complementar o abastecimento. No caso das fábricas de painel de partículas, a evolução da tecnologia de fabricação permite conseguir que grande parte do abastecimento de matéria-prima se realize a partir de subprodutos de outras indústrias, de madeira de menor dimensão (ramos e restos de cortes) e de madeira reciclada, permitindo além disso introduzir misturas de distintas espécies como o pinho, o eucalipto e outras folhosas (carvalho, castanho, amieiro, bétula, ...). Nos painéis de densidade média, as características do processo têm limitado a incorporação destes materiais de menor qualidade. Não obstante, o desenvolvimento de novas tecnologias de fabricação a partir de madeira de eucalipto comum (Eucalyptus globulus) tem tornado possível incrementar a capacidade produtiva do sector, com a criação de novas linhas de fabricação, sem aumentar a pressão sobre os povoamentos de pinho. No que respeita ao painel contraplacado, mantém-se a tendência a trabalhar com a madeira de eucalipto comum, pelas maiores possibilidades de abastecimento que oferece. Deste modo, no caso das fábricas de produção de folha plana, se bem que a madeira de pinho foi uma matéria-prima utilizada tradicionalmente, nos últimos tempos a falta de um abastecimento estável em qualidade adequada tem levado a que as empresas se tenham visto obrigadas a abastecer-se de madeiras importadas. Em Portugal esta indústria arrancou no ano 1957 com uma pequena unidade industrial de fabricação de painéis aglomerados. Tomando como referência dados do ano 2002, existem em Portugal 12 empresas fabricantes de painéis derivados de madeira: 5 fabricam painel de partículas ou aglomerado, 3 painel MDF, 4 painel contraplacado e/ou folha de madeira, 1 painel de fibras duro e, por último, existe uma empresa dedicada à fabricação de um painel misto de partículas de madeira com cimento. O pinho marítimo constitui a principal fonte de abastecimento da indústria de fabricação de painéis aglomerados (98% do consumo total) e painéis de densidade média MDF (95% do consumo total). Por outro lado, a sua utilização por parte da indústria de folheado e de painel contraplacado é muito baixa, com percentagens situadas em torno dos 6% do consumo total. O produto de maior crescimento nos últimos anos foi o MDF. A facturação deste sector é de cerca de 325 milhões de euros, tratando-se de um sector de forte vocação exportadora, já que praticamente a metade da produção é exportada. Os principais mercados são Espanha e Reino Unido. Durante os últimos anos tem-se produzido uma redução na exportação para Espanha, sendo substituída por países como Suiça, Holanda e Finlândia. Na Aquitânia, o sector do painel está representado por 6 unidades industriais cuja produção equivale a 20 % do total de França. Existem empresas de fabricação de painel de partículas (3 fábricas - 1,2 milhões de metros cúbicos), painel MDF (1 fábrica - 200.000 metros cúbicos), painel contraplacado (1 fábrica - 120.000 metros cúbicos) e painéis isolantes (100.000 metros cúbicos). É de destacar que a fábrica de painel contraplacado é a instalação europeia com a maior produção de desenrolamento de madeira de resinosas. Ao contrário do que ocorre na Galiza e em Portugal, onde a produção de pasta de celulose é abastecida preponderantemente por madeira de eucalipto, na Aquitânia existe também um importante uso do pinho como matéria-prima de processos de fabricação de pasta e papel. Concretamente, existem 3 grupos industriais que produzem pasta Kraft (530.000 toneladas) e pasta Fluff (165.000 toneladas). Conjuntamente, a indústria de painel e de pasta de papel consume anualmente cerca de 2,6 milhões de toneladas de madeira procedente de abates e 1,6 milhões de toneladas de subprodutos de serração. Os fluxos de aprovisionamento integram praticamente a totalidade da madeira de trituração existente na Aquitânia, assim como recursos provenientes de regiões limítrofes como Limousin, Midi-Pyrénées, País Basco e outras. Antes da tempestade de 1999, as estimativas apontavam para a necessidade suplementar de 1 milhão de toneladas de madeira cada ano. Estas empresas possuem um tamanho muito superior ao resto de empresas do sector (mais de 150 trabalhadores por empresa) e, apesar do seu reduzido número, a sua contribuição supera os 50% da facturação total do sector. 2ª Transformação da madeiraA segunda transformação faz com que o aproveitamento do recurso madeireiro alcance todo o seu potencial económico. O seguinte gráfico oferece alguns valores de referência sobre o efeito multiplicador conseguido a partir da transformação da madeira nas suas distintas fases e processos. Por esta razão, apesar de em termos de facturação se poderem atingir valores absolutos inferiores, a criação de riqueza é especialmente importante no caso deste tipo de empresas. Neste sentido, é significativa a distribuição do valor acrescentado obtido pela indústria da madeira portuguesa, utilizando fundamentalmente madeiras nacionais, inclusivamente na indústria de mobiliário. No que respeita ao impacto sobre a criação de emprego, importa tomar de novo como referência o caso de Portugal. Neste país o subsector do mobiliário emprega cerca de 41.000 pessoas, o que representa 5% do total correspondente à indústria transformadora e 60% do emprego na cadeia de transformação de madeira. O peso específico deste subsector, em termos de facturação, é sensivelmente inferior. Só as empresas fabricantes de pasta de papel reúnem 54% do valor da produção total da cadeia de transformação. Ao analisar, a partir de uma perspectiva global, a transformação de pinheiro bravo no sudoeste da Europa, um dos aspectos mais interessantes é dado pelas importantes diferenças que existem no desenvolvimento atingido na Aquitânia, na Galiza e em Portugal nos diferentes subsectores. Estas diferenças fazem com que divirja notavelmente o valor acrescentado obtido de um recurso que, basicamente, pode considerar-se comum. Assim, por exemplo, considerando a fracção de madeira destinada ma aplicações de elevado valor, constata-se que, em face dos níveis de utilização de madeira serrada de pinheiro bravo de 22,4% em aplicações de mobiliário (Portugal) ou dos 31% em pavimentos, frisos e outros produtos aplainados (Aquitânia), na Galiza estas aplicações apenas existem. Os principais factores que influem nesta situação são: - A qualidade da madeira serrada de pinho pinaster. A insuficiente aplicação de técnicas silvícolas adequadas (melhoria genética, tratamentos, etc.) determina a qualidade, tanto da madeira em tronco, como da madeira serrada. Este facto está induzido pela forte procura de madeira de trituração e, sobretudo, pela grande fragmentação da propriedade florestal. Em certos casos, e de forma frequente, uma serração média pode obter somente 5 a 8% de madeira da melhor qualidade (tábua limpa e semi-limpa) apta para a fabricação de elementos de carpintaria e mobiliário. Como consequência, as características da madeira em toro não permitem obter quantidades suficientes de madeira serrada adequada para a sua valorização industrial em sectores alternativos ao da embalagem. - Na Galiza e em Portugal, a falta de uniformidade no uso de normas de qualidade para a classificação da madeira de pinheiro bravo representa uma grande desvantagem frente à concorrência de madeira de resinosas provenientes de outras procedências. Este efeito acentua-se com a utilização do sistema de classificação mediante "larguras corridas". - A inexistência de acções de "marketing" que permitam melhorar o conhecimento acerca das características e qualidades técnicas da madeira de pinheiro bravo utilizada em aplicações de elevado valor acrescentado. Neste sentido, importa destacar o exemplo da Aquitânia, onde a planificação e o desenvolvimento de acções conjuntas de carácter promocional, que vêm sendo realizadas desde os anos 80, tem contribuído de forma decisiva para um impulso da quota de mercado de produtos como os parquetes ou os frisos. Como referência sobre o esforço realizado, importa acrescentar que, considerando somente a publicidade televisiva, o investimento realizado atingiu um valor de cerca de 3,2 milhões de euros. Em Portugal, a indústria de carpintaria e mobiliário é constituída por umas 7.000 empresas. Os dados incluídos na seguinte tabela oferecem uma referência sobre os principais indicadores deste subsector. Como pode comprovar-se analisando os proveitos de facturação e o número de trabalhadores, especialmente na actividade de carpintaria, a configuração do tecido empresarial é composta maioritariamente por muito pequenas organizações. Tomando como referência o subsector de mobiliário, observa-se que apenas cerca de 500 organizações têm mais de 5 operários. A maior parte corresponde a empresas de carácter familiar. Atendendo ao nível tecnológico, existem situações muito diversas que cabe tipificar nos seguintes grupos: - Empresas artesanais que realizam trabalhos de cariz essencialmente manual e, em muitos casos, não aplicam acabamentos decorativos. - Empresas clássicas com algum grau de automatização e secções de acabamento. - Empresas intermédias bem organizadas em aspectos básicos (segurança e meio ambiente, etc.) mas, geralmente, com necessidades de melhoria no que respeita à gestão integrada da empresa, em aspectos como o desenho ou as estratégias comerciais. - Empresas modernas com equipamento completo e uma boa gestão produtiva e comercial. Geograficamente, as empresas produtoras de mobiliário concentram-se no Norte do Douro (cerca de 69% das empresas), e nos distritos de Leiria, Viseu e Setúbal. Nos distritos de Porto, Lisboa, Braga, Aveiro, Leiria e Setúbal localizam-se 81% das empresas que no seu conjunto são responsáveis por 90% da facturação e agrupam 89% do emprego. Na distribuição dos diferentes produtos, como se pode comprovar no seguinte gráfico, o mobiliário de quarto e de sala predomina com um peso de cerca de 50% do volume total de vendas. Cabe destacar o crescimento do mercado do mobiliário de cozinha por módulos. Este subsector possui em Portugal um baixo nível de internacionalização, tanto do ponto de vista comercial como de investimentos. Se bem que a produção se destina maioritariamente ao mercado interno, os principais destinos das exportações são França (33,4%), Alemanha (20,5%) e Espanha (12%), tratando-se predominantemente de mobiliário de quarto e de sala. As importações (que equivalem em valor às exportações) correspondem ao mesmo tipo de mobiliário, diferenciado por uma componente de desenho ou marca associada. As importações provêm fundamentalmente de Espanha (57,3%), Itália (16,2%) e França (5,4%). Durante os últimos anos produziu-se um grande crescimento no consumo do móvel, devido ao auge do mercado imobiliário, à profusão de interesses e às alterações nos hábitos de consumo. De forma similar, incentivou-se o investimento tecnológico nas empresas, o que aumentou a capacidade produtiva instalada. Contudo, com os primeiros sinais de crise económica em 2002-2003, verificou-se uma redução importante no consumo interno. Este facto foi acompanhado por uma instabilidade nos circuitos de distribuição internacionais, perante a forte competição do móvel procedente de outros países. Como consequência desta situação verificou-se uma significativa redução no número de empresas activas. Entre as principais espécies de madeira utilizadas, podemos encontrar a cerejeira, o carvalho, o castanho, a nogueira, a faia e o pinheiro bravo. Estas madeiras são as mais utilizadas, não só pelo seu aspecto decorativo e pelas suas propriedades de maquinação, mas também por uma questão de tradição, por se tratarem de espécies autóctones. Logicamente, sobretudo no caso das folhosas, o abastecimento de matéria-prima complementa-se com madeira importada de outros países. No caso do pinheiro bravo, importa sem dúvida afirmar que Portugal é o país que mais se destacou no desenvolvimento deste tipo de aplicações de mobiliário baseadas no uso de madeira maciça desta espécie. Na actualidade, existem exemplos de empresas que, a partir desta matéria-prima, chegaram a atingir os mais altos padrões de qualidade e eficiência, logrando comercializar os seus produtos com muito sucesso, tanto no âmbito nacional como internacional. |
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